• Show Florestal

Entrevista com Junior Ramires, Diretor da Ramires Reflortec


Qual o segmento que vocês atuam e há quanto tempo?


A Ramires Reflortec atua no setor de florestas plantadas e produção de madeira de eucalipto e pinus nos estados do Maranhão, Minas Gerais, São Paulo e principalmente Mato Grosso do Sul. Estamos no mercado há mais de 46 anos. Eu sou da segunda geração da família que faz a gestão das empresas. Já passamos por várias fases da silvicultura em Mato Grosso do Sul.


No que o Mato Grosso do Sul se diferencia dos outros estados em relação à silvicultura?

Existem algumas peculiaridades do setor florestal em Mato Grosso do Sul. No Brasil, o estado se destaca no setor de florestas plantadas. Isso vem desde a década de 1970 e 1980, quando aconteceu o primeiro salto do setor. Mato Grosso do Sul já despontava com o potencial para ser uma região produtora de florestas, mas a industrialização não aconteceu. Hoje é um setor que vem crescendo muito. São cerca de 1,2 milhão de hectares com florestas plantadas e há um maior crescimento da indústria de base florestal. Em 2008 fizemos um plano de desenvolvimento florestal. E em 2010 a primeira indústria de celulose foi instalada em Três Lagoas. O crescimento é exponencial e a perspectiva é altamente positiva.


Qual o principal desafio que o setor enfrenta atualmente?


Quem trabalha com floresta faz planos em médio e longo prazo. Mas em curto e médio prazo, como toda economia do Brasil, o setor também passa por dificuldades. Esperamos uma retomada da economia para que o mercado interno e o setor florestal reaqueçam. Em Mato Grosso do Sul a demanda por madeira é razoável para o segmento de celulose. A gente espera um reaquecimento de outras atividades ligadas ao setor florestal, como a siderurgia, a produção de madeira serrada, madeira para embalagens, para a indústria em geral, para geração de energia. Esperamos que todas essas atividades, que estão prejudicadas pela economia, se reaqueçam e que os preços possam ser retomados. E por consequência, em longo prazo, a atratividade do setor florestal retorne.


Os preços de madeira não estão atrativos para os investidores?


O grande desafio, em todos os setores, é buscar rentabilidade com os preços atuais. Infelizmente essa relação está prejudicada para o setor florestal. Precisamos de novos acontecimentos, que aumentem a demanda por madeira em outros setores, além do segmento de celulose. O aumento de consumo vai equilibrar o mercado e fazer com que aconteça a retomada dos preços. Só assim os investimentos serão mais atrativos. Hoje, em função da economia atual e da grande oferta de madeira, o negócio florestal não paga um retorno razoável para quem investe em floresta. O desafio em médio e longo prazo é a retomada dos preços a patamares que a gente tenha atratividade para o negócio. Há uma tendência pela autossuficiência das indústrias, que torna muito difícil o negócio de quem só trabalha com florestas.


A expectativa para o setor de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul é positiva ou negativa?


Apesar do cenário atual nossa expectativa para o setor florestal de Mato Grosso do Sul é positiva. Existe a sinalização de grandes companhias para investir. Há grandes investimentos previstos na área de celulose. Mas eles precisam acontecer para que tenhamos uma retomada na demanda e para que os preços se tornem mais atrativos para o investidor.

Você assumiu recentemente a presidência da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas, do Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento. Qual a função da Câmara e quais são seus planos para a gestão?


A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas reúne os principais stakeholders dentro de um ambiente, em conjunto com o setor público. Fazem parte: academias, associações, setor privado, empresas e órgãos públicos que se relacionam com a esfera federal e o com o setor de base florestal. O principal objetivo é buscar políticas públicas que facilitem e destravem o desenvolvimento do setor de base florestal. O presidente é quem dá o direcionamento das discussões, já que se trata de um plenário. Meu principal foco como presidente da Câmara é o desenvolvimento do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas, que já foi elaborado e deferido. Acredito que 90% do trabalho que a Câmara terá daqui para frente está contemplado no PNDF, com as metas e temas que precisamos destravar.

0 visualização
Endereço Malinovski:

Rua Prefeito Ângelo Lopes, 1860
Hugo Lange - Curitiba - Paraná
CEP - 80040-252

Telefone:

+55 (41) 3049-7888 | +55 (41) 99924-3993

Organização:

Malinovski-alem-da-floresta_branco.png

Apoio Master:

Siga-nos nas redes sociais
  • Branco Facebook Ícone
  • Branca Ícone Instagram
  • Branca Ícone LinkedIn
  • Branca ícone do YouTube