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Tradição em pesquisas com eucalipto



No início do ano, o pesquisador Erich Schaitza assumiu como Chefe Geral interino da Embrapa Florestas. Erich começou na empresa em 1989. Trabalhou com tecnologia da madeira, articulação institucional, informação, comunicação e negócios. Também foi gerente do Projeto Paraná Biodiversidade, de 2002 a 2008 e secretário do Programa de Gestão Ambiental em Microbacias, de 2009 a 2011, ambos no governo do Estado do Paraná, e coordenador da Embrapa África, em Gana, de 2012 a 2015. É formado em engenharia florestal pela Universidade Federal do Paraná (1987), especialista em gestão de informações gerenciais pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1994) e conservação da biodiversidade pelo Imperial College, Inglaterra (2006), e mestre em tecnologia de sistemas de energia renovável, pela Universidade de Loughborough, Inglaterra (2016).





Tradição em pesquisas com eucalipto


De acordo com Schaitza, desde o início, a Embrapa Florestas teve o eucalipto como um dos principais temas de pesquisas. “Trata-se de um gênero tremendamente importante para o Brasil, do ponto de vista econômico. Está distribuído por todo o país e atende os mais diversos clientes, das grandes empresas de celulose e papel até churrascarias pelo país a fora”, garante ele. Ressalta ainda a importância do eucalipto na produção de energia para a agricultura e na geração de renda para pequenos e médios produtores florestais.

O pesquisador lembra que quando foi criada, há mais de 40 anos, uma das principais funções da Embrapa Florestas era dar suporte à indústria de celulose e papel e carvão vegetal. “Uma equipe foi enviada para a Austrália, para coletar uma ampla base da espécie, com potencial de desenvolvimento no Brasil. Desta forma, estabelecemos um diversificado banco genético e verificamos quais espécies se desenvolviam melhor e em quais regiões. Este material hoje faz parte da matéria-prima das principais empresas florestais do Brasil”, explica. Segundo ele, naquela época, os melhores índices de desenvolvimento alcançavam no máximo 30 metros cúbicos/hectare/ano. “Hoje, graças a todo o trabalho desenvolvido por empresas, universidades e instituições de pesquisa, como a Embrapa, é possível chegar em até 50 metros cúbicos/hectare/ano.” Muita pesquisa em nutrição, melhoramento genético, manejo e sanidade deram suporte a esse crescimento.

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